• Alô criançada, o Bozo não chegou. Mas nós chegamos! \õ/
Esse blog meio falido, tem o intuito de mostrar assuntos cotidianos, reflexões, cof-filosofiasbaratas-cof, com uma pitada de humor negro, também voltado ao mundo otaku \o, e até falar sobre livros, SIM GENTE, blog também tem cultura. q
  • Esperamos que curtam. Fabi e Lê.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

DIA DA TOAAAAAAAAAAAAAAALHAAAAAAAAAAAAA

*2toalhaspassando*




O Dia da Toalha, como muitos sabem, é dedicado ao Douglas Adams, ao Dent, aos golfinhos, ao 42 e ao Guia. Uma série que todos deveriam ler, que já me fez chorar de tanto rir, e por acabar. ;_; 

*passaram*

terça-feira, 22 de maio de 2012

Para rodeios e afiliados

Eu encontrei uma comunidade das muitas que tenho no Orkut -sim, ele ainda existe-. Na verdade, achei o meu porque ele consta como estatística no blog. 
Vou postar aqui a descrição porque eu não poderia dizer palavras melhores nesse momento. =]



Nesta comunidade não se discute se rodeio é legal ou não. Achamos que é uma porcaria incentivada e praticada por gente imbecil. 
DANE-SE que existem veterinários ou coisa que o valha no local para "garantir a segurança" dos animais. NÃO LIGAMOS PRA ISSO. Fazemos aqui o convite para qualquer "homem" que gosta de rodeios: deixe uma mensagem no fórum com endereço e telefone para contato. Vamos marcar um local e dar um nó no seu saco, mas tudo acompanhado por um urologista de primeira linha que dará toda assistência necessária. Ou vamos amarrar uma corda na sua virilha e apertar "com fé". Mas não se preocupe, porque só vai fazer cócegas. Você vai rir e se divertir MUITO, garanto! 
Se tivesse algum homem de verdade nesse LIXO, de meio, encararia o desafio de preservar a integridade dos animais, que não estão aqui pra servir de diversão pra VAGABUNDOS, que não têm o que fazer, a não ser limpar excrementos das botas e enfiar chapéu de corno na cabeça. 


ESTÁ DO NOSSO LADO, SEJA BEM VINDO, SE NÃO, FIQUE BEM LONGE


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2508264


Posts relacionados: Cotidiano de uma vida feliz e Animal não é pra circo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Quem viu? Eu não. ;-;

Agora só daqui 3 séculos, pelo menos no Japão.
A última vez em que um eclipse solar -É, É DISSE QUE ESTAMOS FALANDO- com essas características ocorreu no país há 173 anos. Bons tempos. 
O eclipse solar foi visto em regiões da Ásia, Pacífico e América do Norte. Muitas escolas no Japão até mesmo mudaram os horários das escolas para que os alunos pudessem ver o eclipse, alterando o horário escolar que era das 1 da manhã até as 11 da noite para 1 da manhã até as 10. 

(Foto: Issei Kato/ Reuters)

...


Thayenne ameaçou tacar fogo no meu computador, e eu tive que omitir certas informações engraçadas. Mas ela sabe o que disse no verão passado.

sábado, 19 de maio de 2012

Sem barret e sem lorgnon.

Olá. Como vai? Terminei um livro a pouco. Bom, não um livro. Capitães da Areia, de Jorge Amado, com exatidão. Aqui vai uma das partes que me mataram de rir, dentro de um ônibus indo pro cursinho, na garoa e na neve dos 40º C da minha muitíssima bela cidade, a qual tenho tanto carinho. =]  
Recomendo o livro. Como diz no marca-páginas do livro -qual o nome desse troço?- "A história crua, comovente, dos meninos pobres que moram num trapiche abandonado e vivem de pequenos furtos e golpes, aterrorizando a cidade de Salvador, causou impacto desde o lançamento, em 1937, quando a polícia do Estado Novo apreendeu e queimou em praça pública inúmeros exemplares do livro, entre outras obras do autor. Longe de manifestar piedade ou condescendência por suas pequenas criaturas, Jorge Amado as retrata como seres dotados de energia, inteligência e vontade, ainda que cerceados pelas condições sociais hostis em que estão inseridos". 
Aqui vai o trecho:


- É uma beleza - disse Pedro Bala olhando o velho carrossel armado. E João Grande abria os olhos para ver melhor. Penduradas estavam as lâmpadas azuis, verdes, amarelas, roxas, vermelhas. É velho e desbotado o carrossel de Nhozinho França. Mas tem a sua beleza. Talvez esteja nas lâmpadas, ou na música da pianola (velhas valsas de perdido tempo), ou talvez nos ginetes de pau. Entre eles tem um pato que é para sentar dentro os mais pequenos. Tem a sua beleza, sim, porque a opinião unânime dos Capitães da Areia é que ele é maravilhoso. Que importa que vermelho, roto e de cores apagadas se agrada às crianças?
[...]
Escutavam religiosamente aquela música que saia do bojo do carrossel na magia da noite da cidade da Bahia só para os ouvidos aventureiros e pobres dos Capitães da Areia. Todos silenciosos. [...] Neste momento de música eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e conforto da música. Volta Seca não pensava com certeza em Lampião nesse momento. Pedro Bala não pensava em ser um dia o chefe de todos os malandros da cidade. O Sem-Pernas em se jogar no mar, onde os sonhos são todos belos.
[...]
Estavam todos no grupo cerrado espiando o desenho, que o padre elogiava, quando ouviram:
- Mas é o padre José Pedro...
E o lorgnon da velha magra se assestou contra o grupo como uma arma de guerra. O padre José Pedro ficou meio sem jeito, os meninos olhavam com curiosidade os ossos do pescoço e do peito da velha, onde um barret custosíssimo brilhava à luz do sol. [...]
- Boa tarde, dona Margarida.
[...]
- O senhor não se envergonha de estar nesse meio, padre? Um sacerdote do Senhor? Um homem de responsabilidade no meio desta gentalha...
- São crianças, senhora.
A velha olhou superiora e fez um gesto de desprezo com a boca. O padre continuou:
- Cristo disse: "Deixai vir a mim as criancinhas...".
- Criancinhas... Criancinhas... - cuspiu a velha.
- "Ai de quem faça mal a uma criança", falou o Senhor - e o padre José Pedro elevou a voz acima do desprezo da velha.
- Isso não são crianças, são ladrões. Velhacos, ladrões. Isso não são crianças. São capazes até de ser dos Capitães da Areia... Ladrões - repetiu com nojo.
Os meninos a fitavam com curiosidade. [...] Pedro Bala se adiantou um passo, quis explicar:
- O padre só quer aju...
Mas a velha deu um repelão e se afastou.
- Não se aproxime de mim, não se aproxime de mim, imundície. Se não fosse pelo padre eu chamava o guarda.
Pedro Bala aí riu escandalosamente, pensando que se não fosse pelo padre a velha já não teria nem o barret nem tampouco o lorgnon.

"As Luzes do Carrossel": Capitães da Areia - Jorge Amado

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Terroristas de ponto de ônibus

Existem coisas na vida que todos nós gostaríamos de passar. Bom, a coisa de hoje não foi uma delas.
Lá ia eu e a Júlia pegarmos o ônibus, mas de tão lotado que ele estava - sério, o motorista estava fechando as portas no povo G_G- decidimos pegar o outro, e ficamos esperando com a Aléxia.
Lá estávamos nós, as três felizes conversando na maior alegria e na maior paz *=]* apesar da Júlia dizer que "queria que todos no cinema fossem pelados porque tinham os óculos 3D"... (Tá entre aspas, Júlia, não processe meu blog nem nada parecido)... e daí ela me dá um empurrão, dizendo "Letícia, olha aí".
Eu beleeeza né, olharei. =]
Daí vejo uma cena peculiar.
Um homem, com blusa de frio e calça igualmente pretas, com uma mochila preta, atravessando a rua pro nosso lado, segurando numa mão uma pedaço de madeira, com o final enrolado num pano, pegando fogo, e na outra uma garrafa de gasolina, suando muito, olhando de um lado pro outro, e aparentemente drogado.
=]
=]
=]
=]
=]
O que se pensa? "COOOOOOOOOOOOOOOOOOORRE, NEGADAAAAAAAAAAAAAA".
Como se age? "=] (Júlia) =] (Letícia) =] (Aléxia) -essa última demorou pra entender-"
Bom, o que é que se esperaria de um cara desses? Poderia até dizer que fantasiamos ao pensar nele jogando aquilo em algum ônibus e coisa e tal, mas... você vê isso todo dia?
Disse pra irmos mais pra longe dele, e daí acabamos nos afastando aos poucos, até pensarmos em ir na polícia, que ficava há uns metros. Não sei se ele viu, se não, mas ele pareceu até vir pra mais perto da gente, mas desistiu. Quando chegamos lá, contamos para os policiais que estavam lá, dois, e quando eles saíram, não viram o cara. Ele havia apagado a tocha, mais um indício doido de que ele havia nos visto.
Como se não faltasse nada, o policial disse: "E aí? O cara sumiu?" e eu me senti a maior idiota da Terra.
"Nãaaao, fomo aí porque tava di bobeira"
Daí ele disse "qualquer coisa vocês ligam". Até parece. Qualquer coisa sairíamos correndo de verdade. LOL
.
.
Quando voltamos,  não o vimos. Porque tinha um ônibus na frente. Não estava o doido comprando mais gasolina? Pronto, vai tacar na gente e sair correndo. \o/ Comprou a gasolina e desceu a rua, de bicicleta. E eu pensando em como essas coisas doidas podem acontecer, é tudo culpa da Júlia que sempre está por perto. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sem repartir o Brasil

Olá. Li o post da Fabi e... sou totalmente contra as cotas.
Acho que se fosse pra existir alguma cota seria para pessoas pobres, e não negras."Pare para pensar, os negros iriam reclamar seus direitos...": como assim, Fabi? Existe essa de só haver um direito exclusivo à uma etnia? Pois pensava o contrário; que direitos são assim chamados por serem as necessidades básicas a serem atendidas a todos como seres humanos, como pessoas, não importando a cor. Ao invés de cotas para escolas públicas, já que o governo consegue avaliar com bons e claros óbvios a decadência que está nossa educação, que fizesse algo, e não jogasse para debaixo do tapete. Aqui vai um texto da Lya Luft, publicado na VEJA, que acho que todos deveriam ler, parar e pensar.

A Formação do Brasil - Lya Luft (não sei porque as linhas ficaram quebradas D:)

Sempre me preocupam posições aleatórias ou radicais, com ou sem fundo ideológico, com respeito à formação étnica e cultural do Brasil (ainda existe realmente o ideológico, ou tudo é jogo do grande partido do PIP, o Partido do Interesse Próprio, que às vezes parece ser o preponderante neste país?). Temos oficialmente o Dia do Índio e o Dia do Negro. Divulgam-se e se promovem programas, disciplinas, mil atividades quase sempre relacionadas ao índio e ao negro. Mais do que justo. O primeiro, porque foi o morador desta terra, quando aqui chegamos e o destruímos. O segundo, porque com seu sangue, sofrimento e trabalho duro construiu parte disso que somos e provou que não somos nada santos, pois tínhamos escravos - como boa parte do mundo tinha, incluindo tribos africanas e povos dos mais variados que, vergonha, opróbrio, escravizavam grupos vencidos em guerras.
Esse triste capítulo passou. Deixou marcas, como todos os males deixam, mas estamos trabalhando, eu acho, num país com menos preconceito e mais respeito pelas diferenças, sejam quais forem. Diga-se de passagem, o preconceito pode ser de gênero, de etnia, de classe social, com mão dupla ou várias mãos. Cansei de ouvir dizer que "os brancos de olhos azuis" não querem o bem deste país. O que pode ser mais discriminatório?
Porém, eu gostaria que houvesse mais disciplinas, festejos, ensinamentos, referências aos outros povos e raças que nos fizeram. Os portugueses, italianos, alemães, japoneses, árabes, poloneses, judeus, e tantos mais, sobretudo aqueles que nos povoaram, fizeram crescer, que nos civilizaram e ainda sustentam com suor, trabalho - e às vezes lágrimas - até o dia de hoje. Que nos tornam esse país vasto e, contraditório, problemático, pré-adolescente, que ainda somos - com todos os encantos e disparates que essa fase da vida costuma oferecer.
E gostaria que não só pequenas comunidades em cidades grandes ou no interior comemorassem a cultura de determinados grupos, mas que isso fizesse parte da agenda oficial. Por que não o Dia do Alemão, do Judeu, do Árabe, do Italiano, por exemplo? Do Polonês ou do Português, por exemplo? Pois todos merecem todos contribuem igualmente, todos à sua maneira foram sacrificados, às vezes vilipendiados, não entendidos. Todos sofreram. Meus antepassados, já escrevi isso mais de uma vez, vieram da Alemanha há quase 100 anos, passaram privações inimagináveis em navios, embora não acorrentados. Foram convocados para povoar, no meu caso, uma região bem aqui no sul do Brasil, onde foram largados de mãos vazias de recursos e ouvidos cheios de promessas não cumpridas. Receberam umas poucas ferramentas, nada mais. Enfrentaram tribos hostis, animais ferozes, natureza e clima estranhos, doenças desconhecidas e isolamento devido ao idioma. As criancinhas morriam em quantidades assustadoras, os doentes eram tratados com chás e orações, pequenos cemitérios cresciam como cogumelos. Aos poucos mandaram buscar mais pessoas, médico, pastor, padre, professor, e foram-se construindo casas, povoados, vilas, hoje florescentes cidades de todos os tamanhos. Apesar das dificuldades da língua, foram-se aclimatando, e se consideram tão brasileiros quanto eu, de cinco ou mais gerações nesta terra amada. Isso deve merecer consideração especial.
Escrevo isso como poderia escrever se tivesse antepassados japoneses ou árabes, judeus ou italianos. A gente quer a sensação não apenas de ser brasileiro, amar este país complicado, e lutar por ele, mas de ter isso reconhecido de uma forma mais clara e melhor. Vamos aprender danças e rituais indígenas, comidas e cultos e palavras africanas, mais do que certo: pois somos resultado e mistura de tudo isso. Mas vamos, então, ter outras datas, referências, homenagens e aprendizados mais amplos e mais justos sobre as culturas e etnias que igualmente nos formaram como somos hoje, e vão continuar, cada uma do seu jeito e no seu ritmo, promovendo o país com que tanto sonhamos, onde todos têm hora, voz e vez garantidas e apreciadas.

Eles existem! A Sombra e a Escuridão

Olá.
Hoje eu vi no MGM um filme que perturbou a minha infância e eu ainda o considero muito tenso: A Sombra e a Escuridão, de 1996, do diretor Stephen Hopkins. Quem é que lembra dos dois leões que apareciam do nada e matavam todo mundo?! É, esse mesmo.
O filme foi inspirado numa tragédia real, que aconteceu no Quênia. Em 1898 o engenheiro coronel John Henry Patterson foi mandado à África Oriental para construir uma ponte ferroviária sobre o rio Tsavo; e se deparou com os ataques que matavam os trabalhadores, as crianças, as mulheres e qualquer neguinho que bobeasse. G_G


Mandíbula do leão FMNH 23970

Ganharam a fama então de que seriam encarnações de demônios criada por uma superstição dos trabalhadores, já que ninguém conseguia matá-los, e muitos foram embora em consequência do medo, já que nem cercas e nem fogueiras afastavam os leões. Após muitas tentativas, muito suspense e muita gente morta -140 trabalhadores-, enfim conseguiram matar os dois leões, que tem uma característica incomum: os leões de Tsavo não tem juba.  Existe a teoria de que a falta da juba seria fruto de um desequilíbrio hormonal, entre outras causas, e os problemas nos dentes os levaram a procurar presas mais fáceis, como pessoas dormindo. Estão no museu Museum Chicago Field, nos USA. É, e não no Quênia, porque tiveram seus ossos e peles vendidos para lá. 


Foi um filme muito tenso, mas também muito bom. É com certeza um daqueles filmes que você tem que ver pelo menos 893749836576 vezes na vida. 
Filme completo disponibilizado no Youtube: 


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